quarta-feira, 30 de setembro de 2020

 

Os poemas de Mário Quintana

Mário Quintana

Poeta brasileiro nascido no Rio Grande Sul, Mario é conhecido por ser o “poeta das coisas simples”. Considerado um dos maiores poetas brasileiros do século XX, teve grande destaque na segunda fase do modernismo no Brasil. Sua obra poética explora temas como o amor, o tempo e a natureza.


                

Mário Quintana. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/poetas-brasileiros/ Acesso em 30/09/2020.



Biografia: https://www.ebiografia.com/mario_quintana/


terça-feira, 29 de setembro de 2020

BIOGRAFIA DE NISE DA SILVEIRA

 


 "...Egas Moniz, que ganhou o prêmio Nobel, tinha Inventando a lobotomia. Outras novidades eram o eletrochoque, o choque de insulina e o de cardiazol. Fui trabalhar numa enfermaria com um médico inteligente, mas que estava adaptado àquelas inovações. Então me disse: 'A senhora vai aprender as novas técnicas de tratamento. Vamos começar pelo eletrochoque.' Paramos diante da cama de um doente que estava ali para tomar eletrochoque. O psiquiatra apertou o botão e o homem entrou em convulsão. Ele mandou levar aquele paciente para a enfermeira e pediu que trouxessem outro. Quando o novo paciente ficou pronto para a aplicação do choque, o médico me disse: 'Aperte o botão.' E eu respondi: 'Não aperto.' Aí começou a rebelde."*

E foi quando não apertou o botão do eletrochoque que Nise da Silveira começou - com sua rebeldia - uma revolução. Mudou de forma definitiva o tratamento psiquiátrico que se fazia no Brasil da década de 40 - e influenciou a psiquiatria do país até os dias de hoje.

Fez da até então secundária e subalterna terapia ocupacional vedete. Apostava que as atividades artísticas não eram simplesmente passatempo, mas tratamento de fato. Acabaram sendo a sua ferramenta para conhecer, estudar e tratar os, usando expressão de que ela gostava, "inumeráveis estados do ser".

Era rígida em alguns pontos do trabalho que desempenhava: primeiro, o tratamento das pessoas com doença mental precisava ser feito com carinho, entendendo o paciente como um ser humano - com suas sensibilidades, fraquezas, necessidades - e tratando dele com o respeito necessário. Quem estivesse por perto tinha que usar do mesmo afeto para cuidar dos doentes mentais - ou virava desafeto.

Segundo ela, terapia ocupacional não podia ser entendida como mera ocupação. Mais do que pinturas, desenhos ou arte, enxergava naqueles trabalhos testemunhos e expressões que possibilitariam o conhecimento mais profundo do universo das pessoas esquizofrênicas. Essas manifestações, as obras resultantes, permitiam penetrar no mundo interno daquelas pessoas - por isso não podiam ser vendidas ou desagregadas. Dinheiro nenhum pagava aquelas expressões e a análise que elas permitiam das angústias humanas.

Fundou duas instituições que refletiam o pioneirismo de sua metodologia e de suas convicções: o Museu de Imagens do Inconsciente e a Casa das Palmeiras. Tão revolucionárias quanto Nise, as entidades ainda hoje são referência no tratamento psiquiátrico brasileiro.

De Alagoas à prisão

Nascida em Maceió, Nise da Silveira deixou Alagoas para estudar medicina na Bahia. Foi a única mulher numa turma de 157 rapazes. A formatura foi em 1926 e, já no ano seguinte, Nise rumou para o Rio de Janeiro a fim de procurar trabalho. No entanto foi só em 1933, quando passou em um concurso público, que sua vida profissional se cruzou com a psiquiatria para não mais se dissociarem.

Presa em 1936, acusada de comunista, Nise conheceu a privação de liberdade. A experiência teria no futuro influência determinante na condução de suas técnicas de tratamento, que evitavam ao máximo o enclausuramento das pessoas com transtornos mentais. Exemplo disso é a sua iniciativa de criação, anos mais tarde, de uma instituição diferente dos hospitais da época, com uma proposta de não internar os pacientes, mas tratá-los com liberdade de entrar e sair, em regime aberto. Assim nasceria mais à frente a Casa das Palmeiras.

Depois de libertada, mas diante da ameaça de ser presa novamente, viajou por alguns estados do Nordeste. Voltou ao serviço público em 1944, indo trabalhar no Centro Psiquiátrico Nacional (CPN), no bairro carioca do Engenho de Dentro. Foi nessa volta que protagonizou a cena descrita na abertura desta reportagem. Por causa de sua discordância com as técnicas então usadas e celebradas - eletrochoque, choque de insulina, de cardiazol e lobotomia, entre outros -, foi trabalhar no único setor do hospital onde não tinha que lidar com esses métodos: o de terapia ocupacional.

Até então, esse tipo de terapia consistia praticamente em apenas usar os pacientes dos hospitais psiquiátricos como serviçais. "Os doentes eram usados para varrer, limpar vasos sanitários, servir outros doentes", recorda ela em entrevista concedida ao escritor Ferreira Gullar e presente no livro "Nise da Silveira"*, obra biográfica sobre a médica.

"A terapia ocupacional daquela época era uma economia para os hospitais, pois tinham mão-de-obra grátis", resume o psiquiatra Agilberto Calaça, um dos discípulos da dra. Nise, tendo convivido com ela por 16 anos e trabalhado na Casa das Palmeiras por dez - cinco dos quais como diretor-técnico.

Jung e animais

Discípulos, aliás, não lhe faltam: desde os que seguem suas técnicas de tratamento psiquiátrico até aqueles que lhe seguiam nos estudos do suíço Carl Gustav Jung. Ainda jovem, Nise da Silveira encantou-se com a psicologia junguiana e passou a aplicá-la em seu trabalho. Fundou um grupo de estudos sobre Jung e escreveu um livro-roteiro para o estudo de sua obra. Chegou a trocar correspondências com ele e a encontrá-lo pessoalmente durante o II Congresso Internacional de Psiquiatria, em Zurique, Suíça, em 1957. Realizou ainda, em ocasiões distintas, estudos no Instituto C. G. Jung, localizado na mesma cidade.

Além da obra do psiquiatra suíço, outra de suas paixões era o convívio com animais. Nas instituições em que trabalhava, bichos eram uma constante. Não só porque ela gostava, mas porque eram auxiliares no tratamento de doentes mentais. Chamava-os de co-terapeutas. Além disso, confiava nos instintos dos animais.

"No grupo de estudos sobre Jung podia entrar qualquer pessoa, a porta estava sempre aberta. Sempre havia uma porção de gatos. E, para a dra. Nise, eles eram um termômetro para saber sobre o caráter da pessoa: se os gatos não gostassem do indivíduo, ela desconfiava do bom caráter daquela pessoa", relembra a psicóloga Gladys Schincariol, que participava do grupo de estudos e hoje é coordenadora de Projetos do Museu de Imagens do Inconsciente.

A psiquiatra chega a relatar, no livro de Ferreira Gullar, o caso de um paciente que se curou somente porque recebeu a responsabilidade de cuidar de uma cadela encontrada no terreno do CPN, onde trabalhava desde que havia sido readmitida no serviço público - e onde continuou trabalhando durante toda a vida.

Obras de arte e "clientes": os legados do Museu de Imagens
do Inconsciente e da Casa das Palmeiras

Foi justamente dentro do CPN que Nise da Silveira fundou uma das duas instituições que mais marcam a sua carreira: o Museu de Imagens do Inconsciente, criado a partir das obras produzidas pelos esquizofrênicos que participavam da Seção de Terapêutica Ocupacional, que ela coordenava. A fundação do Museu aconteceu em 1952, de forma inusitada.

Trabalhava no CPN um funcionário que fazia aulas de pintura, Almir Mavignier, que se surpreendeu com os trabalhos produzidos pelos pacientes da Seção de Terapêutica Ocupacional. Ele chamou, para conhecer o trabalho, o crítico de arte Mario Pedrosa, que teve a mesma surpresa e, por sua vez, levou à Seção o diretor do Museu de Arte Moderna de São Paulo, o francês Leon Degand - que também ficou admirado com o que encontrou. O resultado dessa admiração em cadeia foi uma exposição dos trabalhos produzidos pelos pacientes da dra. Nise no Museu de Arte Moderna de São Paulo, para a qual a médica escreveu a apresentação.

Três anos depois, os esquizofrênicos do CPN ganhavam seu próprio museu, inaugurado dentro das dependências do hospital. E é onde permanece até hoje, tendo em seu acervo cerca de 350 mil obras - entre pinturas desenhos, modelagens e xilogravuras. Somente um dos artistas, Fernando Diniz, tem na sua coleção 28 mil obras. "As coleções foram se formando ao longo dos anos e são fruto dos principais estudos da dra. Nise. Em 2002, as principais foram tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)", conta Gladys, que se diz honrada por ter convivido com Nise da Silveira e se autodenomina uma "niseriana".

A diretora de Projetos da instituição lembra ainda que a instituição é, na verdade, um "museu vivo", pois nos dias de hoje ainda há pessoas usando a criatividade para exprimir suas emoções, criando obras artísticas. Como a clientela é flutuante, não há dados precisos sobre quantas pessoas ajudam hoje na pulsação desse "museu vivo". "Vocês jornalistas, como dizia a dra. Nise, são muito quantitativos", brinca ela, acrescentando em seguida que a estimativa é de que os ateliês do Museu recebam de 20 a 25 pessoas por dia.

A Casa das Palmeiras, por sua vez, pode ser freqüentada por 40 a 45 clientes diariamente. A palavra "clientes", aliás, começou a ser usada por Nise da Silveira - e hoje é utilizada pela maioria de seus discípulos e nas instituições que criou - para se referir aos freqüentadores da Casa. Mudando a linguagem, pretendia mudar também a forma como as pessoas com transtornos mentais eram tratadas.

E foi o que conseguiu. Fundada em 1956, a Casa das Palmeiras funcionava em um prédio emprestado. Seu nome era uma alusão às palmeiras que existiam no terreno, situado na Tijuca, Rio de Janeiro. Depois de ter passado por um segundo endereço, a partir de 1980 a Casa das Palmeiras começou a funcionar no bairro de Botafogo, onde permanece até hoje.

A motivação da dra. Nise para fundar a Casa foi a percepção da grande quantidade de reinternações em hospitais psiquiátricos. De cada 25 internados, 17 eram reingressos. Sua intenção foi oferecer um local de tratamento diferenciado às pessoas que tinham alta.

"Um destes possíveis erros (entre outros) estaria na saída do hospital, sem nenhum preparo adequado do indivíduo, quando apenas cessavam os sintomas mais impressionantes do surto psicótico. Não era tomado em consideração que a vivência da experiência psicótica abala as próprias bases da vida psíquica. Durante vários anos pensei quanto seria útil um setor do hospital e a vida na sociedade", escreve a psiquiatra.

Na Casa das Palmeiras, médicos participam das atividades expressivas junto com os pacientes, que recebem orientação quando necessário. Todos fazem as refeições em conjunto, sem discriminação de lugares especiais. A instituição foi pioneira no Brasil nesta forma de tratamento em regime aberto, tal qual como apenas recentemente passou a ser implementado, com a criação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs). "A instituição tinha claramente a intenção de oferecer um atendimento mais humano", avalia Paulo Amarante, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), especialista em saúde mental e um dos precursores da reforma psiquiátrica no Brasil.

Os inumeráveis estados de Nise

Foi com esses princípios, concretizados na Casa das Palmeiras, de relacionamento entre as pessoas com doença mental e aquelas ditas normais que Nise trabalhou sua vida inteira. As pessoas que conviveram com ela são unânimes em afirmar: ela direcionava uma carga maior de afeto às minorias, aos que tinham alguma deficiência ou doença. "Era bem mais tolerante com as pessoas com problemas, com os sofridos - e com os animais", recorda Gladys. Calaça tem opinião muito parecida: "Era generosa com os animais e os deserdados da sorte", diz o psiquiatra. Amarante completa o pensamento: "Ela se dedicava a lutar pelas pessoas que não poderiam lutar sozinhas".

As lembranças de uma pessoa generosa, que fez da afetividade no tratamento psiquiátrico uma doutrina, confundem-se com relatos de uma médica firme e rígida. "Chegava a ser intransigente com a recusa a vender os quadros pintados pelos seus clientes e chegou a criticar alguns pontos da reforma psiquiátrica que se defendia no início da década de 80. Mais tarde conheceu e entendeu melhor a proposta", relembra Amarante, que conviveu com a médica de 1976 a 1986, no CPN. "Se fossem vendidas pinturas, esculturas e outros objetos, não existiria museu algum. Dá pra entender? Seriam dispersadas as formas reveladoras do interior da psique, isto é, o material que verdadeiramente interessa à psiquiatria"*, justifica ela, em depoimento a Ferreira Gullar. "Carismática, mas com personalidade forte", define Amarante.

"Ela era dura e doce ao mesmo tempo. Bastante dura, aliás, com seus discípulos. Chamava a atenção em público mesmo. A mim não repreendia muito - coisa da qual me ressentia", lembra o também alagoano Calaça.

Carismática. Personalidade forte. Dura. Doce. Firme. Pessoa brilhante. Memória invejável. Generosidade intelectual. Tolerante. Rígida nos princípios. Libertária. Todas essas palavras e adjetivos já foram usados, em testemunhos e livros, para identificar Nise da Silveira - uma pessoa que, pela grandeza de pensamento e idéias, parecia não caber no corpo, sempre magro e pequeno. Suas idéias, então, ganharam o mundo e fizeram discípulos. Seu nome batiza hoje o antigo CPN - atual Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira - e uma série de outras instituições, até mesmo estrangeiras. Seu legado é rico: "Eu diria que é triplo: técnico, por consolidar o uso de terapias não-invasivas; político, pois mudou o modelo de assistência psiquiátrica, e humanista, pois ensinou a tratar com afeto as pessoas com doença mental, com todo o respeito que elas merecem", avalia Calaça. Sua rebeldia tomou forma de revolução, que se tornou concreta. E tudo porque ela não quis apertar o botão.

 (*) "Nise da Silveira", de Ferreira Gullar, publicado pela Relume Dumará, série Perfis do Rio.

 



Nise da Silveira, em julho de 1970. Acervo Arquivo Nacional.

OBRAS PUBLICADAS

·         SILVEIRA, Nise da. Jung: vida e obra. Rio de Janeiro: José Álvaro Ed. 1968.

·         SILVEIRA, Nise da. Imagens do inconsciente. Rio de Janeiro: Alhambra, 1981.

·         SILVEIRA, Nise da. Casa das Palmeiras. A emoção de lidar. Uma experiência em psiquiatria. Rio de Janeiro: Alhambra. 1986.

·         SILVEIRA, Nise da. O mundo das imagens.São Paulo: Ática, 1992.

·         SILVEIRA, Nise da. Nise da Silveira. Brasil, COGEAE/PUC-SP 1992.

·         SILVEIRA, Nise da. Cartas a Spinoza. Rio de Janeiro: Francisco Alves. 1995.

·         SILVEIRA, Nise da. Gatos - A Emoção de Lidar. Rio de Janeiro: Léo Christiano Editorial, 1998.

 

 

MATTAR, Maria Eduarda.  Nise da Silveira: rebelde com causa.  Mar. 2005.

Palavras-chave: nise da silveira, museu de imagens do inconsciente, ferreira gullar, eletrochoque, tratamento psiquiátrico, terapia ocupacional, pinturas, desenhos, arte, centro psiquiátrico nacional, casa das palmeiras, carl gustav jung, ii congresso internacional de psiquiatria, museu vivo, centros de atenção psicossocial, caps, reforma psiquiátrica
http://www.lainsignia.org/2005/marzo/cyt_008.htm

 

FOTOS E OBRAS PUBLICADAS: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nise_da_Silveira

 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

 

Museu Mineiro

Foi inaugurado no dia 10 de maio de 1982, no local do antigo Senado Mineiro, e atualmente integra o projeto Circuito Cultural Praça da Liberdade. O museu tem sua origem no Arquivo Público Mineiro, criado em 1895 pela Lei nº 126. O artigo 2º da referida lei deixava clara a intenção de se criar um museu, a partir do recolhimento e classificação, em sala especial, dos "quadros e estátuas, mobílias, gravuras, estofos, bordados, rendas, armas, objetos de ourivesaria, baixos-relevos, esmaltes, obras de cerâmica e quaisquer manifestações da arte no Estado, desde que tenham valor propriamente artístico ou histórico."


Museu Mineiro. Disponível em: http://www.museumineiro.mg.gov.br/ Acesso em 28/09/2020.

 

 

 

Conheça o Museu Mineiro: http://www.museumineiro.mg.gov.br/


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Veja como a região do World Trade Center se reinventou após os atentados de 11 de setembro

 




Já faz quase 20 anos desde o atentado terrorista do World Trade Center, que vitimou quase 3 mil pessoas e feriu mais outros 6 mil, mas a cidade de Nova Iorque ainda não esqueceu o trágico 11 de setembro de 2001.

Isso não significa, todavia, que a cidade não tenha lidado com o trauma e se reconstruído mais forte e determinada. Foi exatamente o que aconteceu, especialmente na área da baixa Manhattan, que abrigava os dois prédios do centro de negócios e todo o distrito financeiro da região.

Hoje, a área ainda abriga muitos escritórios comerciais, mas foi transformada pelo turismo e pelas novas construções que surgiram para honrar e homenagear as vítimas do ataque. Continue a leitura para saber mais!



O centro da região do World Trade Center é ocupado hoje por um complexo que conta com um memorial (chamado de 9/11 Memorial Plaza) e um museu (o Museu Nacional do 11 de Setembro), que lembram e homenageiam as vítimas do atentado terrorista que derrubou os dois prédios do local.

O complexo foi desenhado por Michael Arad e Peter Walker, do escritório Handel Architects, que venceu a competição ao propor soluções de como lidar com o espaço e homenagear as vítimas adequadamente.


Onde deveriam estar as duas torres do World Trade Center, há dois rebaixamentos das exatas medidas das plantas dos prédios, formando piscinas com quedas d’água infinitas, que atuam como “pegadas” deixadas pelas torres. No entorno dos monumentos, estão pedras de bronze com os nomes das mais de 3 mil vítimas dos ataques de 2001 e também de 1993.

O lugar é muito quieto e tranquilo, com um silêncio respeitoso em direção às vítimas, mesmo com a visita de milhões de turistas no ano todo. Só nos primeiros 12 meses do memorial (inaugurado em 2011), foram 4,5 milhões de visitantes.

Além do memorial, o lugar ainda abriga dois importantes pontos de visitação. O primeiro, claro, é o museu, que fica cerca de 21 metros debaixo da terra. Ele foi desenhado pela firma de arquitetura Davis Brody Bond e conta com mais de 10 mil m² de espaço para abrigar uma coleção de 14 mil artefatos, 40 mil imagens e centenas de horas de vídeos e gravações de voz sobre o ocorrido. Dentre as peças em exposição do museu estão caminhões de bombeiros danificados no salvamento, pedaços das torres e até partes dos aviões usados no ataque.

O design do museu aborda um estilo desconstrutivista, simulando um prédio inacabado — ou, mais adequadamente, em desconstrução. O estilo foi usado para refletir os efeitos do ataque às Torres Gêmeas.

á o segundo ponto de visitação é a Árvore Sobrevivente, uma árvore que ficava na região e foi a única a resistir à queda das toneladas de escombros das duas torres. Depois de ser retirada do lugar e tratada, ela retornou e está plantada ali, ao lado de muitas outras. Curiosamente, os responsáveis pelo memorial garantem que ela é a primeira a florescer todos os anos.


Fonte:https://archtrends.com/blog/world-trade-center/

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

COLUNA COLETÂNEA: LENDAS BRASILEIRAS: LENDA DO BOITATÁ

 

As Lendas no Brasil são inúmeras, influenciadas diretamente pela miscigenação na origem do povo brasileiro. Devemos levar em conta que uma lenda não significa uma mentira, nem tão pouco uma verdade absoluta, o que devemos considerar é que uma história para ser criada, defendida e o mais importante, ter sobrevivido na memória das pessoas, ela deve ter no mínimo uma parcela de fatos verídicos.

Muitos pesquisadores, historiadores, ou folcloristas, afirmam que as lendas são apenas frutos da imaginação popular, porém como sabemos as lendas em muitos povos são "os livros na memória dos mais sábios".

Devemos considerar ainda a diferença entre Mito e Lenda. Mito é o personagem ao qual a lenda trata, pois a Lenda é a História sobre um determinado Mito.

Lenda do Boitatá

Diz a lenda que, há muito tempo atrás, uma noite se prorrogou muito parecendo que nunca mais haveria luz do dia. Era uma noite muito escura, sem estrelas, sem vento, e sem barulho algum dos bichos da floresta, era um grande silêncio.

Os homens viveram dentro de casa e estavam passando fome e frio. Não havia como cortar lenha para os braseiros que mantinham as pessoas aquecidas, nem como caçar naquela escuridão. Era uma noite sem fim. Os dias foram passando e a chuva começou, choveu muito, esta chuva inundou tudo e muitos animais acabaram morrendo. Uma grande cobra que vivia em repouso num imenso tronco despertou faminta e começou a comer os olhos de animais mortos que brilhavam boiando nas águas.



Alguns dizem que eles brilhavam devido a luz do último dia em que os animais viram o sol. De tanto olhos brilhantes que a cobra comeu, ela ficou toda brilhante como fogo e transparente. A cobra se transformou num monstro brilhante, o Boitatá. Dizem que o Boitatá assusta as pessoas quando elas entram na mata à noite. Mas muitos acreditam que o Boitatá protege as matas contra incêndios.



 TEXTO EXTRAÍDO:  "Lenda do Boitatá" em Só História. Virtuous Tecnologia da Informação, 2009-2020. Consultado em 23/09/2020 às 22:04. Disponível na Internet em http://www.sohistoria.com.br/lendasemitos/boitata/

  "Lendas brasileiras" em Só História. Virtuous Tecnologia da Informação, 2009-2020. Consultado em 23/09/2020 às 22:02. Disponível na Internet em http://www.sohistoria.com.br/lendasemitos/br/

 

 

 

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

 

Poesia as Velhas árvores -  Olavo Bilac

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, nasceu no Rio de Janeiro, foi um jornalistacontistacronista e poeta brasileiro, considerado o principal representante do parnasianismo no país.


                          

Olavo Bilac. Disponível em:https://www.ebiografia.com/olavo_bilac/ Acesso em 23/09/2020.

 

Velhas Árvores

Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores novas, mais amigas:
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...

O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.

Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem:

Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

Olavo Bilac

 

Biografia: https://www.ebiografia.com/olavo_bilac/

 


segunda-feira, 21 de setembro de 2020

BIOGRAFIA DE RUI BARBOSA

 


Rui Barbosa (Rui Barbosa de Oliveira), advogado, jornalista, jurista, político, diplomata, ensaísta e orador, nasceu em Salvador, BA, em 5 de novembro de 1849, e faleceu em Petrópolis, RJ, em 10 de março de 1923. Membro fundador, escolheu Evaristo da Veiga como patrono da cadeira nº. 10 da Academia Brasileira de Letras.

O pai, João Barbosa de Oliveira, foi um homem voltado para os problemas da educação e da cultura. Durante anos, dirigiu a Instrução Pública de sua Província. Foi ele a principal influência na formação do filho, orientando-o no amor à leitura dos clássicos e no respeito à documentação em suas pesquisas.

Depois dos estudos preparatórios na Província natal, foi fazer o curso jurídico em Recife. Conforme tradição da época, transferiu-se, em 1868, para a Faculdade de Direito de São Paulo. Lá foi proposto sócio, juntamente com Castro Alves, do Ateneu Paulistano, então sob a presidência de Joaquim Nabuco. Em sessões cívicas organizadas pelo Ateneu, recita poemas seus. Antes do fim de seu segundo ano do curso, já era jornalista conhecido. Após a formatura, em 1870, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou a carreira na tribuna e na imprensa, abraçando como causa inicial a abolição da escravatura. Deputado provincial, e depois geral, preconizou, juntamente com Joaquim Nabuco, a defesa do sistema federativo. Convidado para ministro do Gabinete Afonso Celso, pouco antes da proclamação da República, Rui Barbosa recusou o cargo, porque este era, no momento, incompatível com suas ideias federativas. Proclamada a República, Rui foi escolhido para Ministro da Fazenda do Governo Provisório, e respondeu, durante algum tempo, pela pasta da Justiça. Eleito senador pela Bahia à Assembleia Constituinte, seus conselhos prevaleceram nas reformas principais e a sua cultura modelou as linhas fundamentais da Carta de 24 de fevereiro de 1891. Discordando do golpe que levou Floriano Peixoto ao governo, requereu habeas-corpus em favor dos cidadãos presos pelo governo ditatorial de Floriano. Como redator-chefe do Jornal do Brasil, abriu campanha contra a situação florianista. Em 1893, foi obrigado a se exilar. Dirigiu-se, em primeiro lugar, para Buenos Aires, depois para Lisboa, onde alguns incidentes levaram-no a escolher Londres. Escreveu, então, as famosas Cartas da Inglaterra para o Jornal do Comércio. Foi a primeira voz a levantar-se no mundo contra o processo Dreyfus.

Restaurada a ordem no Brasil, em 1895 Rui Barbosa regressou do exílio. Tomou assento no Senado, no qual se conservaria até a morte, sucessivamente reeleito. Destacam-se os seus trabalhos na redação do Código Civil. Epitácio Pessoa, então Ministro da Justiça, havia entregue essa tarefa a um jovem jurista cearense, Clóvis Beviláqua. Rui se opôs à pressa com que o governo realizara a obra. Depois de revisto por várias comissões, foi o projeto ao Senado, em 3 de abril de 1902, e Rui Barbosa escreveu, em poucos dias, o seu “Parecer”, que o levaria a uma polêmica, durante a qual sua Réplica se tornaria famosa. Em 1905, a Bahia levantou sua candidatura à presidência da República, mas Rui abriu mão da mesma para decidir a favor de Afonso Pena.

Quando, em 1907, o Czar da Rússia convocou a 2ª. Conferência da Paz, em Haia, o Barão do Rio Branco, no Ministério das Relações Exteriores, escolheu primeiramente Joaquim Nabuco para chefiar a delegação brasileira, mas a imprensa e a opinião pública lançaram o nome de Rui Barbosa. Joaquim Nabuco recusou o lugar e dispôs-se a ajudar, com informações de toda a espécie, o trabalho de Rui Barbosa, investido de uma categoria diplomática não desfrutada até então por nenhum país da América Latina.

Seu papel em Haia foi de grande importância. Bateu-se, sobretudo, pelo princípio da igualdade jurídica das nações soberanas, enfrentando irredutíveis preconceitos das chamadas grandes potências. Além de nomeado Presidente de Honra da Primeira Comissão, teve seu nome colocado entre os “Sete Sábios de Haia”. Os outros eram: o Barão Marshall, Nelidoff, Choate, Kapos Meye, Léon Bourgeois e o Conde Tornielli. De volta ao Brasil, interveio no início da sucessão presidencial. Apresentada a candidatura do Marechal Hermes da Fonseca, a ela se opôs, lançando-se em sua Campanha Civilista, de grande repercussão em todo o país. Em 21 de julho de 1910, contestou perante o Senado contra a eleição do Marechal.

Em 1913, fundou o Partido Liberal, sendo mais uma vez indicado para a presidência da República, candidatura de que desistiu. No ano seguinte, combateu o estado de sítio, numa série de discursos no Senado. Durante a I Guerra Mundial, tomou o partido dos aliados e produziu discursos lapidares de execração à tirania e ao imperialismo. Nomeado embaixador especial para as festas centenárias da Independência argentina (1916), pronunciou notável conferência sobre as “Modernas concepções do Direito Internacional”, definindo os deveres dos países neutros. Em 1918, o Brasil comemorou o jubileu cívico de Rui Barbosa e quase o mundo inteiro associou-se a essa consagração. Convidado pelo Presidente Rodrigues Alves para representar o Brasil na Conferência da Paz de Versalhes, recusou a embaixada, expondo em famosa carta, dirigida ao chefe da Nação, as razões da incompatibilidade. Em 1919, foi novamente levantada sua candidatura à presidência da República, e ele percorreu vários Estados, em campanha contra a decadência dos nossos costumes políticos. A vitória da campanha foi anulada pela intervenção militar. Por divergências, daí resultantes, com o Governo Epitácio Pessoa, em 1920, recusou a representação do Brasil na Liga das Nações. Dentro das comemorações do seu jubileu jurídico, como paraninfo dos bacharelandos de São Paulo, escreveu e proferiu a “Oração aos moços”. Em 1921, foi eleito juiz da Corte Internacional de Justiça, como o mais votado, recebendo as mais significativas homenagens do Brasil e de todo o mundo. Em 1922, proferiu o último discurso no Senado, concedendo o estado de sítio ao governo para dominar o movimento revolucionário. A notícia do seu falecimento, em 10 de março de 1923, foi comentada no mundo inteiro. O Times, de Londres, dedicou-lhe um espaço nunca antes concedido a qualquer estrangeiro.

Na produção imensa de Rui Barbosa, as obras puramente literárias não ocupam a primazia. Ele próprio questionou se teria sido um escritor por ocasião do seu jubileu cívico, a que alguns quiseram chamar “literário”. Num discurso em resposta a Constâncio Alves, destacou de sua obra as páginas que poderiam ser consideradas literárias: o elogio de Castro Alves, a oração do centenário de O Marquês de Pombal, o ensaio sobre Swift, a crítica do livro de Balfour, incluída nas Cartas de Inglaterra, o discurso do Liceu de Artes e Ofícios sobre o desenho aplicado à arte industrial, o discurso do Colégio Anchieta, o discurso do Instituto dos Advogados, o Parecer e a Réplica acerca do Código Civil, as traduções de poemas de Leopardi e das Lições de coisas de Calkins, e alguns artigos esparsos de jornais. A esta relação, Américo Jacobina Lacombe acrescentou alguns dos discursos que Rui proferiu nos últimos cinco anos de vida, como os do jubileu cívico e a “Oração aos moços”, as outras produções reunidas em Cartas de Inglaterra, o discurso a Anatole France, e o discurso de adeus a Machado de Assis. A produção jornalística puramente literária, a que Rui se referiu genericamente como “alguns artigos esparsos de jornais”, daria alguns alentados volumes.

BIBLIOGRAFIA

O Papa o Concílio, 1877.
Alexandre Herculano, 1877.
Castro Alves, 1881.
Reforma do ensino secundário e superior, 1882.
O Marquês de Pombal, 1882.
Reforma do ensino primário, 1883.
Swift, 1887.
Cartas de Inglaterra, 1896.
Parecer e Réplica acerca da redação do Código Civil, 1904.
Discursos e conferências, 1907.
Anatole France, 1909.
Páginas literárias, 1918.
Cartas políticas e literárias, 1919.
Oração aos moços, 1921.
Queda do Império, 2 vols., 1921.
Orações do Apóstolo,1923.
Obras completas, organizadas pela Casa de Rui Barbosa, 125 vols.

 

 

TEXTO EXTRAÍDO DO SITE DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS: https://www.academia.org.br/academicos/rui-barbosa/biografia

 

 

 

 

 

 

Museu de Arte da Pampulha – MAP

Museu de Arte da Pampulha, antigo Cassino da Pampulha, inaugurado em 1957, integrante do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, enfoca tendências artísticas variadas em mostras, pesquisa e conceituação. No seu acervo, obras da arte contemporânea brasileira. É um dos prédios construídos pelo arquiteto Oscar Niemeyer e pelo engenheiro Joaquim Cardoso ao redor da lagoa da Pampulha, no bairro Jardim Atlântico em Belo Horizonte.


Museu de Arte da Pampulha. Disponível em: https://www.mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/museu-de-arte-da-pampulha Acesso em 21/09/2020.

 

Conheça o museu: http://portalbelohorizonte.com.br/o-que-fazer/arte-e-cultura/conjunto-moderno-da-pampulha/museu-de-arte-da-pampulha-map


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

11 de setembro: filmes para estudar o atentado terrorista

 



À Sombra das Torres: O 11 de Setembro em Stuyvesant (2019)

Dirigido e produzido por Amy Schatz (Song of ParklandThe Number on Great-Grandpa's Arm e An Apology to Elephants), vencedora de 7 prêmios Emmy, o documentário traz, em 31 minutos, o depoimento de oito ex-estudantes da Stuyvesant. Eles eram adolescentes em 2001 e tiveram sua vida alterada para sempre pela tragédia.

filme conta, por exemplo, que quando os alunos, muitos deles imigrantes, saíram para as ruas, eles tentaram encontrar um ao outro e ficar juntos. Mostra, também, o medo que sentiram de sofrer alguma retaliação e conta que dois deles, Himanshu Suri e Taresh Batra, andaram pelas ruas com uma mulher usando hijab que foi amaldiçoada por homens. Em outro depoimento, Mohammad Haque, filho de imigrantes de Bangladesh, lembra que teve a noção de que estava em uma zona de conflito quando ele ligou para seu pai que implorou ao telefone: "por favor, apenas sobreviva".

The Looming Tower (2018)




Essa última sugestão é para quem gosta de filme, mas não dispensa de jeito nenhum uma boa série para maratonar o fim de semana todo. 

 

Baseada no livro de não-ficção de Lawrence Wright ganhador do Prêmio Pulitzer, The Looming Tower acompanha a crescente ameaça de Osama Bin Laden e da Al-Qaeda no final dos anos 90. A produção mostra como a rivalidade entre o FBI e a CIA pode ter, de forma não intencional, definido o caminho para a tragédia do 11 de setembro.

fonte:https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/11-de-setembro-5-filmes-para-estudar-o-atentado-terrorista/