O pneu -
componente imprescindível ao funcionamento dos veículos - passou por muitas
etapas desde sua origem, no século XIX, até atingir a tecnologia atual.
A invenção do
pneu remonta a mais de um século. Fatos engraçados à época levaram empresários
à falência, como a borracha que não passava de uma goma “grudenta” para
impermeabilizar tecidos ou o risco que a borracha tinha de dissolver quando
fazia calor, marcando algumas fases da evolução dos pneus.
Para mudar esse
cenário, muitos experimentos iniciados pelo americano Charles Goodyear, por
As etapas
iniciais de desenvolvimento dos pneus ainda passaram pelo feito do inglês
Robert Thompson que, em 1847, colocou uma câmara cheia de ar dentro dos pneus
de borracha maciça. A partir de 1888, com a utilização do pneu em larga escala,
as fábricas passaram a investir mais em sua segurança.
Os pneumáticos no Brasil
A produção
brasileira de pneus ocorreu em 1934, quando foi implantado o Plano Geral de
Viação Nacional. No entanto, a concretização desse
Entre 1938 e
1941, outras grandes fabricantes do mundo passaram a produzir seus pneus no
país, elevando a produção nacional para 441 mil unidades. No final dos anos 80,
o Brasil já tinha produzido mais de 29 milhões de pneus.
Desde então, o
Brasil conta com a instalação de mais de 13 fábricas de pneus, das quais quatro
internacionais: Brigestone Firestone, Goodyear, Pirelli e Michelin. Hoje, da
produção mundial, o Brasil é o sétimo na categoria de pneus para automóveis e o
quinto em pneus para caminhão/ônibus e camionetas.
Único elo de
ligação entre o veículo e o solo, o pneu exerce papel fundamental no dia-a-dia
das pessoas, proporcionando mobilidade, agilidade e rapidez nos veículos
modernos.
Fabricação
A aparência
externa remete à borracha. Ninguém imagina, no entanto, que a consistente
circunferência fabricada para rodar por milhares de quilômetros em todos os
tipos de estrada, campos enlameados, pedras, desertos e até terras geladas,
conta com muitos outros itens que lhes dão a estabilidade necessária para
garantir a vida de seus usuários.
A combinação
perfeita de matérias-primas,
No pneu de
passeio predominam os derivados de petróleo e produtos químicos, constituindo
36%, a borracha natural representa 36% e o material metálico (ou aço) conta com
18%. Os pneus de automóveis são projetados para suportar altas velocidades,
enquanto que os pneus de carga prevêem suportar mais peso. Com isso, a
quantidade de borracha natural nos pneus de caminhões ultrapassa os 40%.
A fabricação
A construção de
um pneu passa por um processo produtivo bem complexo, que vai desde a
preparação da borracha até a produção de itens para compor o produto final. As
partes de um pneu contam com propriedades físicas e químicas diferentes. Cada
detalhe é estudado para alcançar sempre o melhor desempenho.
Todos os itens
têm fundamental importância na fabricação dos pneus, com destaques para a banda
de rodagem (parte do pneu que entra em contato com o solo), o corpo (ou
carcaça) e o talão (parte do pneu que faz ligação com a roda) que proporcionam
melhor resistência ao asfalto, estabilidade nas curvas e manobras rápidas, além
do ombro, parede lateral, lonas de corpo e estabilizadoras e lâminas de
estanque.
A vulcanização
Desde a origem
dos pneus, a vulcanização se mostrou
Depois desse
processo, o pneu passa pela inspeção final, onde são efetuados todas as
inspeções e testes para sua liberação, garantindo a confiabilidade no seu
desempenho. Além disso, passam por um balanceamento um teste conhecido como
variação de forças e exame de raio-X até ser armazenado para, finalmente, ser
distribuído, chegando às mãos do consumidor.
O pneu é um
produto essencial à segurança dos usuários, garantindo melhor desempenho,
estabilidade e performance dos veículos. Vale ressaltar também que cada pneu é
fabricado para atender os hábitos de consumo, assim
Fonte: www.anip.com.br

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